Canal do São Caetano que prefeitura disse ter"limpado" está sujo em Itabuna
como sempre esteve, e causa uma péssima impressão para os consumidores que da feira do São Caetano, além de gerar mal cheiro, atrair insetos e ratos, problemas corriqueiros enfrentados pelos barraqueiros. 
Recentemente o prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, declarou que tinha “limpado todos os canais, inclusive o do São Caetano”. As fotos mostram que ele faltou com a verdade e o canal continua como sempre esteve, imundo.
Um dos problemas é a venda de carne nas barracas, que ficam próximas do canal. O produto fica exposto e, muitas vezes, cobertos por moscas e mosquitos. Segundo as normas da Vigilância Sanitária, as carnes frescas devem ser vendidas refrigeradas e inspecionadas.
Já as carnes salgadas, exceto a carne de sol, podem ser comercializadas sem refrigeração, mas devem estar protegidas para evitar justamente o contato com a poeira, insetos e moscas. Nada disso é obedecido na feira do São Caetano.
A insuficiência no trabalho de fiscalização desse local deixa visível aos olhos do consumidor a falta de cuidado na venda do produto. As moscas em cima da carne e ratos passando pelo corredor (ou mortos na calçada) afugentam os compradores.
Segundo os barraqueiros que trabalham no local, a vigilância só aparece quando ocorre alguma denúncia. Eles concordam que, com câmeras de refrigeração, atraem mais consumidores, por isso os supermercados estão ganhando mais força nesse mercado.
“Realmente as condições de higiene seriam melhores, mas o orçamento para comprar os equipamentos fica muito alto e muito de nós não tem condições para isso,” diz Sérgio Santos. “Mas ouvir dizer que a prefeitura vai fazer acordo com a gente”.
“Vamos poder financiar pelo banco. Ai vai ficar melhor. Mas, ouvi aqui pelos colegas que nada ainda foi formalizado.” O açougueiro Zezinho completa que muitos consumidores não ligam para as condições em que estão expostas as carnes.
“Alguns preferem comprar a carne assim, pois dizem que está fresca e pode ter contato pra escolher melhor, ao contrário das carnes congeladas de mercados.” Por isso, Zezinho tem medo do investimento. “Nós temos medo de investir e não dar certo.”
Esgoto aberto
O esgoto a céu aberto, além de trazer problemas para o comércio dos barraqueiros, é uma preocupação como foco transmissor de doenças. “Com tantos casos de leptospirose e dengue acontecendo, nos preocupamos ainda mais com nossa saúde aqui” diz Eliana Soares. 
Uma parte de concreto, que cobria parte do canal, desabou no ano passado e até hoje a prefeitura não reconstruiu. “Queremos que tampem esse canal, ele traz muita mosca, rato e tem um mau cheiro às vezes insuportável,”relata o açougueiro Caíque Oliveira.
Segundo a dona da barraca de farinha, Marizete Vieira, “é difícil trabalhar no meio dessa mistura toda. Ter bar na feira mistura muito as coisas, as pessoas bebem e acabam perdendo a noção, já teve bêbado que caiu em cima de minha mercadoria”.
No local, além dos barraqueiros, trabalham funcionários da prefeitura, como os responsáveis pela limpeza, os fiscais e a polícia administrativa.
